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Força
Sobre treinamento de força (LINKS)
Anti-doping: minha posição sobre ele
O preconceito contra os esportes de força
Buscas bibliográficas em bases de dados diversas
Abaixo estão compiladas as buscas que faço principalmente no Pubmed, mas também em outras bases, em temas sobre os quais estou escrevendo algo. Para facilitar meu trabalho, guardo-os como páginas dentro do site. Com o tempo, percebí que têm utilidade para outras pessoas que estejam buscando referências sobre os mesmos assuntos, de modo que disponibilizo-as para todos.
Bibliografia sobre força e mente ("imagery")
Bibliografia sobre força e mente ("psyching up")
Bibliografia sobre biomecânica do agachamento
Bibliografia sobre lesão de nervo ulnar
Bibliografia sobre lesões esportivas dos membros superiores
Bibliografia sobre overtraining e overreaching
Bibliografia sobre sympathetic overtraining syndrome
Bibliografia sobre clenbuterol (efeito muscular e neurológico)
Bigliografia sobre o uso de cinto para levantamento
Bibliografia sobre adaptação neural
Bibliografia sobre condicionamento geral
Bibliografia sobre adaptação neural
Sistema nervoso central - fadiga e overtraining
Bibliografia sobre treinamento de força para hipertensos e cardiopatas
Bibliografia sobre fadiga central
Bibliografia sobre treinamento funcional
Bibliografia sobre história do treinamento funcional
Publicações e dados biográficos de V.M. Zatsiorsky
Bibliografia sobre epicodilite lateral
Bibliografia sobre força relativa
Bibliografia sobre os levantamentos (agachamento * supino * terra)
O preconceito contra os esportes de força
Esporte é uma prática que diz mais respeito a alta performance do que ao condicionamento físico e saúde. Mesmo assim, alguns esportes são mais frequentemente associados a uma ou outra ponta do espectro. Assim, alguns esportes são, no imaginário público, mais “saudáveis” do que outros. Os esportes “saudáveis” proporcionam o paradigma para a atividade física como fundamento do “estilo de vida saudável”. Tais esportes são predominantemente relacionados com atividade física aeróbica: corrida, natação, ciclismo, volei, etc. Na outra ponta do espectro estão os esportes de força como levantamento de peso e fisiculturismo. Mais ainda do que os chamados “esportes radicais”, os esportes de força são associados a comportamentos ariscados e irresponsáveis, bem como a práticas, nutrição e atitudes mentais pouco saudáveis. Numa época em que a promoção de um estilo de vida saudável, baseado em atividade física e nutrição “saudáveis”, se tornou a prioridade para órgãos inter-governamentais como a Organização Mundial de Saúde, os esportes de força se tornaram não apenas marginais, mas politicamente incorretos. A estigmatização dos esportes de força vai do esporte profissional às práticas amadoras e recreacionais em academias. Alta performance em força ou desenvolvimento muscular é caracterizada como não-natural e não-saudável, enquanto alta performance em velocidade de corrida ou nado representam a expressão positiva da quebra dos limites da realização humana. Corrida, ciclismo ou natação nas ruas ou academias é considerado saudável e racional, enquanto treinamento de força é considerado narcisista e perigoso. Os estereótipos corporais refletem as mesmas polaridades: corpos fortes são associados à violência, pouca capacidade intelectual, baixos níveis educacionais e culturais, enquanto corpos magros pertencem a indivíduos muito mais bem sucedidos e socialmente integrados. Se esta estigmatização deriva de forças sociais que restringem os esportes de força (e o exercício da força) aos estratos socio-culturais mais baixos, ou se a relação causal é inversa, não é claro. Historicamente, o exercício da força foi associado ao trabalho braçal, portanto, aos segmentos da sociedade que realizam trabalho. As classes dominantes foram em grande parte poupadas da atividade física de maneira geral. A construção do ideal do “estilo de vida saudável” só recentemente incorporou a prática diária de atividade física. Isso foi efetivado principalmente através do discurso dos cardiologistas, a especialidade dominante na profissão médica. Quanto a isso, a força, como componente do condicionamento físico, não tem o mesmo status que a resistência cardio-respiratória ou que a flexibilidade na manutenção da saúde e bem-estar. Enquanto os esportes associados com a atividade aeróbica são cada vez mais praticados pelas classes média e alta, os esportes de força permanecem sendo uma escolha dos segmentos menos privilegiados.